segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

onde tudo termina

"a mesma e única casa
a casa onde eu sempre morei"

minha casa, Zeca Baleiro

i. quando um sonho parece voltar, num futuro próximo, aquela esquina a dobrar
contagem
fronteira de (meu) interior
tempo, temor, espaço, espasmo

ii. passado-presente: sempre os mesmos lugares, as mesmas praças
horizonte, arrecife, forte
longe lugar
de míope embaço

iii. leituras (claro-escuro)
ingerir baratas,maçãs
G.S.he, G.H.e
segundas paixões

iv. ciclos ininterruptos
quando as coisas melhoram
quando as coisas pioram
onde tudo termina

v. topo-amnésia: onde fica meu lar? a não ser no colo do meu amor
numa rede
de volta ao balanço

vi. "A volta dada é sempre a mesma:"
ouço
repetir todo o cê-dê (as mesmas doze líricas canções)
repetir a trilha sem som do ele-pê (canção de ninar, chiado sem-fim)
vejo
anemic cinema de Marcel Duchamp



Fortaleza, 31.12.8.
Rodolfo Silva

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

onde tudo começa

um terço do que o meu mundo produz vai pro espaço!

um dezessete avos de meu consumo exige respeito!

três oitavos de algo define outra coisa..


isso para terminar o ano, velho.

para começar, o novo,
perdi as contas anotadas, anedotadas, em algum papel de parede.

Fortaleza, 19.12.8.
Rodolfo Silva

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Diário de Campo 15

Diário de Campo 14

-naveloveravivaunivoracidade
city
cité
CIDADE
1963
augusto de campos


como sabes, cara leitora virtual
se bem que não sabes de tudo mesmo.


dois objetos de estudo:
Arte como Ação Cultural, na Vila das Artes
Semiótica, na UECE.


na última aula de Teorias Semióticas, manuseamos poemóbiles de augusto de campos e julio plaza. em minhas mãos, tive o vermelho REVER. fiz uma análise peirceana.
uma coisa traz a outra, ligada a outra, relacionada a outra..
.
para o próximo encontro devo escolher um signo para interpretá-lo, em quali-signo/ícone, sin-signo/índice e legi-signo/símbolo.


dúvida semiótica:
estou pensando em duas possibilidades.
o primeiro poema é CIDADE, de augusto de campo.
o segundo seria o poema que desenhei (?) a partir da experiência na praça: esquinas, semáforos, faixas, calçadas..

Diário de Campo 13

o corpo do poeta não é
mais
o corpo do poeta não é
mas







de 30.11.8.

Diário de Campo 12


poema
quadradura da cidade





Rodolfo Silva
de 29.11.8

Diário de Campo 11

de um certo transeunte

experimentar a cidade seu espaço reto
seu tempo cronometrado.

atravessar a faixa no sinal vermelho -
meth'odos


experiência vivida treslocada


de 28.11.8

Diário de Campo 10

a cidade e sua inutilidade

Antes, eu tinha um percurso (inútil, claro) mas ele me levava em direção à fronteira. Servia ainda para me tirar da cidade. Catei palavras.

Naquela manhã de segunda-feira, andar, contar o tempo, parar, escutar, anotar, escrever, até cansar.

O que Fortaleza tem de mais inútil numa tarde de sexta-feira?
Talvez a sua quadradura. Inútil!


Então é nessa que eu vou inutilizar o meu precioso tempo.

A praça ainda é útil. Preciso de algo mais inútil.

A tranquilidade inútil de uma esquina de cruzamento. A esquina da praça, nesse cruzamento - uma rápida e inútil passagem. Ir e voltar, ao tempo e gosto do semáforo.


Inaugurar um novo tempo, inútil, claro!


P.S.1: detalhe, para a inutilidade (in)completar-se, é necessário fotografar o transeunte*, de quando em quando (de um ponto fixo?).
P.S.2.: detalhe, para a inutilidade (in)completar-se, é necessário indumentar o traseunte*, de um terno preto, chapéu e algo mais... inútil.


*transeunte adj. Que passa; que vai andando ou passando; que não permanece. / — s.m. e s.f. Indivíduo que vai passando. / (Sin.: viandante, passante, caminhante.)



de 27.11.8.

ver blog ARTE COMO AÇÃO CULTURAL

Diário de Campo 9

programa na praça, ainda.
trajetos, trajetórias.






TRAJETO 1 - 90º, em L, de uma esquina a outra, a mesma. dois semáforos, duas faixas.
TRAJETO 2 - seguir na mesma rua, duas esquinas, duas ruas. quatro semáforos, quatro faixas.
TRAJETO 3 - 6 semáforos, 6 faixas. 3 esquinas. de um lado, duas ruas, do outro, duas ruas.
TRAJETO 4 - 8 semáforos, 8 faixas. no final, a mesma calçada.

de 27.11.8

Diário de Campo 8

programa na praça

SOBRE a inutilidade de mapas de lugares já conhecidos...


primeiro mapa: lembrança do quarteirão. semáforos. sentidos. faixas?


a cidade deslocada, giro sobre si, mesmacidade.










segundo mapa: um trajeto. possível?


Exibir mapa ampliado

de 27.11.8