sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

bolha de sabão

para Rosana, irmã.

"guarda o teu coração
porque dele provém
a vida."
Livro de Provérbios, 4:23

ontem de tarde,
fui à padaria comprar pão e mortadela.
na rua da padaria vi uns meninos brincando:
um sobre o muro, soprando bolas de sabão: inúmeras divertidas efêmeras.
outros, na calçada, caçavam as bolhinhas em suas piruetas: leves esféricas brilhantes.

a vida é um dia: bolha de sabão.
cabe nesse dia, o sopro do menino.
espelha no colorido da superfície redonda, o universo:
enquanto cresce
enquanto voa
enquanto desce.

no papoco
não poupa
(não pouca) alegria!


Fortaleza, 4.12.9.
Rodolfo Silva








4 comentários:

Anônimo disse...

Nossa,podemos pactuar sua poesia na mísera realidade social, tal como : "Fui comprar pão, e não tinha dinheiro, e havia miséria nas mesas", não achas?
Beijos!!
Lina,

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Brunno Soares disse...

Muito leve, singelo e inevitavelmente belo este poema.

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