sexta-feira, 20 de abril de 2007

leitura: Batismo de Sangue, de Frei Betto

i. não me lembro de ter lido tão avida e dilaceramente um livro.
ii. não me lembro de ter sentido tantas emoções ao ler um livro. até que é fácil se emocionar lendo. normalmente rio ou fico tenso. nunca choro.
iii. dedicatória: "Rodolfo, muita fome de justiça." Frei Betto, 13/04/07
iv. citação 1: "Na 'Organização' - termo pelo qual ficria conhecido o grupo de Marighella -, o que valia era a ação, inspirada por três princípios básicos: 'O primeiro é que o dever de todo revolucionário é fazer a revolução; o segundo é que não pedimos licença para praticar atos revolucionários; e o terceiro é que só temos compromissos com a revolução'. " p.57

v. citação 2: "A vida não é feita só de decisões e certezas prévias. Muitas vezes um gesto, uma palavra, um olhar ou uma revelação muito íntima modificam o nosso rumo." p.83

vi. citação 3: "Apesar de estar nu, o rei decretara que todos apreciassem suas vestes." p.129

vii. citação 4: "A transformação do mundo, como o amor, não é feita de idéias, mas sim de atitudes." p.157

viii. citação 5, sobre o amor de Carlos Marighella e Clara Charf: "Clara, relações maduras não se fundam na posse da presença física constante, em nome de uma paixão que é, de fato, insegurança e medo. Têm raízes mais profundas, cravadas na mesma luta, voltadas para os largos horizontes do compromisso histórico, feitas de oblação permanente. O amor que não se dá, fenece. Só de dom, oferta e busca pode nutrir-se a relação que se queira feliz, na surpreendente conquista mútua que jamais cessa. O rio que não corre, polui-se. E essa descoberta contínua do outro nos pequenos detalhes foi uma das tônicas mais fortes de tua convivência com Marighella." p. 306

ix. citação 6, papel deixado por Frei Tito de Alencar: "No Brasil, foi a vanguarda que decretou a violência revolucionária, sem orientar politicamente a classe operária. E o que aconteceu? A guerra tornou-se uma guerra de vanguardas confusas e desorientadas. Não foi a guerra do povo, mas a guerra pelo povo. Nesse sentido, teve um papel eminentemente ético (a guerra é justa). Mas não teve um papel político (a guerra é correta)." p.410

Eusébio, 20.4.7.

Um comentário:

Roberta disse...

Talvez você tenha pego somente os poucos trechos que se destacam na obra mas mesmo se for assim, não importa, poruqe ela grita pra ser lida!