terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Quero uma quarta-feira de cinzas hoje.

Não me cansarão de avisar que hoje é terça-feira de carnaval.

Não me importa: para mim é quarta-feira!


um luto
mero morto
de preto
encaixotado, engravatado

mais uma estatística
carnavalesca
de morte morrida

morte mesmo carregada
nas costas
peso louco
desvairado
derramado sobre mim

como num filme
como numa rede (de deitar e balançar)
como no mar

(não gosto mesmo de terça-feira).


5.2.8.
Rodolfo Silva

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